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Conflitos nos Balcãs

Não é a primeira vez que os sérvios – ou iugoslavos - fazem uma limpeza étnica nos Bálcãs. Antes dos albaneses kosovares, as vítimas foram os croatas e os bósnios, principalmente os muçulmanos, cuja religião foi herdada do longo domínio turco otomano na região até pouco antes da Primeira Guerra Mundial.

Aliás, os sérvios já estiveram envolvidos na deflagração da Primeira Guerra. Foi um estudante sérvio chamado Gavrilo Princip, pertencente a uma associação secreta conhecida como "Mão Negra", quem assassinou o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da Áustria. O atentado bem sucedido, ocorrido na cidade de Saraievo na Bósnia, culminou com a declaração de guerra contra a Sérvia por parte do Império Austro-Húngaro. Os países europeus foram, um a um, arrastados para o conflito que durou quatro anos, de 1914 a 1918.


A região sempre foi um barril de pólvora e até hoje possui um baixo padrão de vida. O que mantinha a antiga Iugoslávia coesa era a mão de ferro do Marechal Tito. Mas sua morte em 1980 abriu espaço para a manifestação de nacionalismos reprimidos durante muito tempo. Eslovênia, Croácia, Bósnia e Macedônia conseguiram, a muito custo, desvencilhar-se da dura dominação sérvia.

O atual conflito possui raízes no começo do século e isso pode ser sabiamente explorado pelos examinadores nas provas de História. É recomendável estudar a hegemonia que os turcos otomanos já exerceram na região, as guerras balcânicas contra a Turquia, a Primeira Guerra, os fatores que contribuíram para sua eclosão, a formação da Iugoslávia em 1945, a vida do Marechal Tito, o pan-eslavismo (união de todos os povos eslavos sob a batuta de Moscou), a influência soviética na península balcânica após a Segunda Guerra, etc. 

A Guerra dos Balcãs

Entre 1912 e 1913, acontece a chamada “Guerra dos Balcãs”, que envolveu várias nações e províncias do leste europeu. Sérvia, Montenegro, Grécia e Bulgária uniram-se contra a Turquia, com o objetivo de expulsar os turcos otomanos da região, que dominavam a Macedônia, que pertenceria à Sérvia. A tendência de expansionismo da Sérvia também buscava anexar a Albânia. A Áustria, no entanto, interveio e conseguiu o reconhecimento da independência da Albânia, impedindo o expansionismo sérvio.

Estes conflitos iriam se desencadear na 1º Guerra Mundial, e na formação prévia do chamado “pan-eslavismo”, que foi um movimento que visava agregar as nações dos balcãs na chamada Grande Sérvia. Em outras palavras, caracterizava o interesse hegemônico do expansionismo Sérvio na região, com o apoio posterior da URSS stalinista.

O final da Primeira Guerra e o desmembramento do Império Áustro-Húngaro, resultou na unificação dos territórios da Croácia, Eslovênia e Bósnia-Herzegovina com os da Sérvia e Montenegro. Nasce aí o chamado Reino da Sérvia, Croácia e Eslovênia.

Durante a 2º Guerra Mundial, em 1941, a Yoguslávia assina um pacto de amizade com a URSS. A Alemanha, Itália, Hungria e Bulgária, então, invadiram a Yoguslávia, aproximando-se da Croácia, que fazia oposição e desejava a separação, o que os levou a uma aproximação dos croatas com a Alemanha.

Uma Guerra civil se instaurou na região. (Conflito dos Balcãs)

Não apenas étnico, este episódio também pode ser visto como um conflito político. O sentido geo-político do conflito civil nos balcãs era claro, porém, “maquiado” pela justificativa de um conflito étnico. Havia, claro, interesses econômicos e territoriais.



Com o fim da 2º Guerra Mundial, é proclamada a República Federativa da Iugoslávia, ligada ao bloco socialista. Até o início da década de 1990 foi mantida tal ordem, baseada em um pensamento unitário (de partido único), influenciado pelo stalinismo.

Ao longo dos anos foi produzida na região uma grande insatisfação popular, que explodiria durante a década de 1990.

De fato, a pluralidade da unitária Iugoslávia deve ser levada em conta: são cinco grupos eslavos (eslovenos, montenegrinos, croatas, sérvios e macedônicos); dois alfabetos (cirílico e latino); três línguas (esloveno, macedônico e sérvo-croata); quatro religiões (católicos, protestantes, ortodoxos e muçulmanos); e seis repúblicas federadas.

Em 1991 iniciou-se a fragmentação da Iugoslávia: Croácia e Eslovênia declararam suas independências. A Bósnia, em 1995, após três anos de guerra, conquista também a sua independência. A guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995, mostra a divisão étnica do país, além de fazer saltar aos olhos os interesses econômicos por trás dos conflitos.

Na segunda metade da década de 1990, a Guerra de Kosovo intensificaria os conflitos na região. Desde desmembrada a Iugoslávia, sérvios e albaneses se digladiam na região do Kosovo, que luta para conseguir sua independência da Sérvia.

Depois dos bombardeios da Otan à Belgrado, em 1999, os líderes ocidentais e Slobodan Milosevic (foto abaixo) chegaram a acordo para colocar fim aos conflitos. As tropas sérvias seriam retiradas, com a formação de uma força internacional de paz no Kosovo.

Europa: Divisão Regional

Mesmo tendo a segunda menor extensão territorial do mundo, o continente europeu possui grandes diversidades espaciais ao longo da sua área. Formada por muitos países de espaços territoriais pequenos e médios, com exceção da Rússia (maior país do mundo), a Europa é palco de várias regionalizações caracterizadas pelas diferenças físicas e sócio-econômicas. Com uma grande história sobre as sociedades geradas neste continente, analisar cada nação européia requer sempre um trabalho complexo, pois necessitamos conhecer o seu passado para comprender suas questões atuais. Dessa forma, divide-se a Europa em seis regiões: Europa Nórdica, Europa Central, Península Ibérica, Leste Europeu, Península das Bálcãs e Países Bálticos.


Europa Nórdica

Situada no extremo norte da Europa, os países Nórdicos são caracterizados por serem de alto padrão de vida social e economias estáveis. Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia fazem parte desta região, o que demonstra que problemas sociais não são temas desses países. Com índices de renda per capta entre US$ 19.000 (o valor mais baixo) até US$ 28.000, essas nações estão a anos-luz da realidade mundial. Particularmente, a Noruega recebeu este ano (2001) a indicação da ONU (Organização das Nações Unidas) como país de melhor nível de vida do mundo, a partir dos indicadores sociais e econômicos (IDH). O padrão de vida nórdico chega a diferenciar-se do padrão europeu. Com pouca população e muito dinheiro circulando em seus territórios, esses países distribuem muito bem suas riquezas. No campo físico, a região é muito conhecida pelos fiordes noruegueses que estão na península Escandinava (Noruega e Suécia), enquanto que a ilha da Islândia, que situa-se bem afastada da massa continental européia, possui grandes processos vulcânicos por estar num falha tectônica. Outro fato interessante da Europa Nórdica, é o acontecimento do “sol da meia-noite” (no verão) e da aurora boreal (no inverno). Isto é possível em virtude da região estar localizada na proximidade do Pólo Norte (países setentrionais).

Europa Central

Conhecida também como centro geoeconômico da Europa, por agrupar os países mais ricos e influentes em questões mundiais, essa região é na verdade o coração europeu em todos os sentidos. Esta área é formada por doze nações que são difundidas em todo o mundo como governantes da União Européia (UE), pois nesta região está localizada a sede da UE em Bruxelas, capital da Bélgica. Países como: Alemanha, Reino Unido, França e Itália, são grandes potências econômicas e também participam como membros do G-7 (Grupo dos Sete: os países mais ricos do mundo), e Áustria, Bélgica, Irlanda, Holanda, Luxemburgo, Liechtenstein, Suíça, Mônaco, San Marino e Vaticano dão suporte econômico para a União Européia. Os países dessa região possuem economias estáveis e bons níveis de vida. O território da Europa Central é caracterizado por diferentes formas de relevo, podemos encontrar desde extensas planícies (como na região dos Países Baixos – Holanda) até grandes montanhas, onde está localizado o Mont Blanc (Monte Branco) com 4.810 metros de altitude (ponto mais alto da Europa), situado na região dos Alpes, entre a França e a Itália.

Península Ibérica

São três nações que compõem esta região: Andorra, Espanha e Portugal. Mas nem por isso deixa de ter significativa importância para a Europa. Esses países (Espanha e Portugal) foram grandes potências na época da colonização das Américas, sendo que atualmente suas influências estão mais relacionadas com o continente europeu. Participam da União Européia desde a sua criação e são grandes produtores agrícolas na Europa por terem suas terras em latitude mais baixa, o que condiciona um clima mais quente do que outros países do continente. São grandes os atrativos turísticos da região, tanto suas famosas praias mediterrâneas, como pelas questões históricas. O relevo da região é muito peculiar, pois se tem áreas de montanhas (Serra Nevada) e extensas planícies e planaltos. O nome Ibérica provém da península em que se localizam essas nações.

Leste Europeu

Com a maior extensão territorial das divisões regionais da Europa, o Leste Europeu é composto por países originados com o fim da Guerra Fria e com nações que faziam parte do bloco socialista da Europa. Em conseqüência deste fato, muitas nações estão sofrendo atualmente grandes crises econômicas por entrarem tardiamente no sistema capitalista, onde a tecnologia de ponta caminha junto com o poder do capital. Eles também se uniram para reunir forças e formaram a CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Esta região é “liderada” pela Rússia, mas possui outras nações importantes e conhecidas: Polônia, Romênia, Hungria, República Theca, Ucrânia, Eslováquia, Moldávia, Belarus, Geórgia, Armênia e Azerbaidjão. No que se refere ao relevo local podemos citar os montes Urais, que fazem a divisão da Europa com a Ásia, e extensas planícies que são áreas agrícolas de suma importância para estes países.

Península das Balcãs

Conhecida nos últimos anos como palco da Guerra da Iugoslávia, essa região está mergulhada em diversos problemas de ordem sociais e econômicos, onde Iugoslávia, Croácia, Bósnia-Herzegóvina e Macedônia levarão anos para se reestruturar internamente. Porém, Grécia, Bulgária, Eslovênia, Albânia e Turquia (parte européia) já não se encontram em situação tão precária, vale destacar que a Grécia é um país-membro da União Européia desde sua criação e possui índices sócio-econômicos muito diferentes de seus vizinhos. Em conseqüência da guerra, a região está muito desestruturada e necessita de ajuda financeira internacional. Por outro lado, observamos o turismo grego crescer a cada ano e se destacar no panorama mundial. Caracterizado por regiões montanhosas, as Balcãs possuem um relevo peculiar ao longo de sua extensão, encontrando planícies somente no norte desta região.

Países Bálticos

Tendo o menor território de todas as regiões da Europa, os Países Bálticos são formados por três nações provindas do extinto mundo socialista: Estônia, Letônia e Lituânia. Vale lembrar que esta região possui este nome em razão do mar que banha essas três nações, o Mar Báltico. Estes países conseguiram sua independência com o fim da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e em respaldo a este fato se encontram muito atrasados para o sistema capitalista, que gerou uma busca pela modernização nas empresas de celulose (papel) e pesqueiras. As três nações se uniram de tal forma que é muito difícil relacionar uma delas sem pensar na outra, isto pode ser explicado pela proximidade geográfica, cultural e religiosa que elas possuem. A região é caracterizada por extensas planícies, mas também é composta por montanhas em seu interior.
Europa NórdicaDinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia
Europa CentralAlemanha, Áustria, Bélgica, França, Holanda, Irlanda, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Mônaco, Reino Unido, San Marino, Suíça e Vaticano
Península IbéricaAndorra, Espanha e Portugal
Leste EuropeuArmênia, Azerbaidjão, Belarus, Eslováquia, Geórgia, Hungria, Moldávia, Polônia, República Tcheca, Romênia, Rússia e Ucrânia,
Península das BalcãsAlbânia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Grécia, Iugoslávia, Macedônia e Turquia (parte européia)
Países BálticosEstônia, Letônia e Lituânia


Entenda a Crise na Grécia

A crise financeira da Grécia, país de apenas 11 milhões de habitantes, pode ter profundas implicações para a economia mundial e a União Europeia.
Há temores de que um agravamento da crise leve a um eventual calote da dívida grega e que países como Portugal, Itália, Espanha e Irlanda acabem seguindo pelo mesmo caminho.
Investidores observam com preocupação os cenários previstos por especialistas, como o de vários países sendo forçados a cortar drasticamente os seus gastos públicos e elevando taxas de juros para poder pagar suas dívidas, ou o de países deixando a chamada zona do euro e provocando uma dissolução da União Europeia.
Outro temor é em relação aos prejuízos dos bancos que emprestaram dinheiro a esses países, perdas que podem levar a uma nova crise de crédito.
O déficit no orçamento grego, ou seja, a diferença entre o que o país gasta e o que arrecada, foi, em 2009, de 13,6% do PIB, um dos índices mais altos da Europa e quatro vezes acima do tamanho permitido pelas regras da chamada zona do euro.

Europa, Um Continente Em Transformação

O continente europeu é conhecido como Velho Continente, esse nome é dado em razão de ter sido ocupado e organizado como sociedade há muito tempo. Em resposta a tudo isto ele sofreu muitas mudanças ao longo dos anos devido às guerras e conflitos gerados em seu território. Porém, uma das transformações políticas mais surpreendentes que ocorreram foi o fim da Guerra Fria (1989).


Em conseqüência das duas Grandes Guerras (1ª e 2ª Guerras Mundiais) terem ocorrido em solo europeu, este continente teve que ser, muitas vezes, redesenhado para se atualizar com as mudanças entre as fronteiras dos países. Com a queda do regime socialista na ex-URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), atual Rússia, gerou a criação e demarcação de mais seis nações na Europa. Sem contar as divisões que houve entre os países que acompanharam o regime soviético.

 
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